Artigo SABJA, Monica Hamada.
Acordar, preparar o café da manhã, sair para trabalhar, cuidar da casa, dos filhos, da família, resolver problemas, pagar contas, responder mensagens, organizar a rotina do lar e das finanças e preparar o dia seguinte. Dormir com muitas preocupações e começar tudo novamente.
Do lado de fora, tudo parece estar funcionando bem. As responsabilidades estão sendo cumpridas e a rotina vai seguindo. Mas, por dentro, surge uma reflexão: será que estou apenas dando conta da rotina, das responsabilidades e dos compromissos ou estou deixando de viver?
Para muitos de nós, brasileiros que vivemos no Japão, a rotina é marcada por uma carga horária de trabalho intensa e cansativa, adaptação cultural e distância dos amigos e familiares. Com o tempo, passamos a funcionar de modo automático.
Viver no automático é não perceber mais como estamos. Os dias passam rápido demais, pequenas coisas deixam de proporcionar prazer, o descanso vem acompanhado de culpa e os momentos passam a ser vistos como tarefas a serem cumpridas.
E passamos a pensar: “Quando as coisas melhorarem, eu descanso”, “Quando tiver mais tempo, vou cuidar de mim” ou “Agora preciso aguentar”. Mas esse “depois” nunca chega.
Com isso, nosso corpo e nossas emoções passam a dar sinais, como cansaço persistente, irritabilidade, dificuldade para relaxar, falta de concentração, alterações no sono e perda de interesse por atividades que antes eram prazerosas. Esses sinais merecem atenção.
Podemos começar com pequenas atitudes: estabelecer limites, permitir-se descansar, perceber como estamos nos sentindo diante das situações do dia a dia, conversar com alguém de confiança, fazer algo de que gostamos ou reservar um espaço tranquilo para nos sentirmos bem.
Cuidar da saúde emocional é compreender que nem todo sofrimento precisa ser suportado sozinho. Reflexão: onde você tem colocado a si mesmo na sua própria vida? Cuidar da saúde mental e emocional também é autocuidado e significa incluir-se na própria vida.











