Por Erika Tamura
Conhecem a obra literária de Ernest Hemingway intitulada O velho e o mar?
O livro conta a história de um pescador que, com o passar dos anos, vai perdendo sua agilidade na pesca e enfrenta momentos de fracasso, mas se mantém resiliente. Após 85 dias de tentativas, consegue pescar um merlim, que resiste e luta bravamente. No entanto, o peixe acaba sendo devorado por tubarões, fazendo com que Santiago, o pescador, retorne apenas com a carcaça.
E a pergunta que fica é: fez tudo o que podia e, mesmo assim, perdeu?
Trouxe essa referência para estabelecer um paralelo com a comunidade brasileira no momento atual. Nossa comunidade persiste com resiliência e coragem para lutar (afinal, atravessar o mundo exige coragem) e continua seguindo em frente, mesmo quando o resultado parece ser um fracasso.
O livro aborda o envelhecimento do pescador. Podemos relacionar isso ao envelhecimento da comunidade brasileira no Japão, onde lidamos com o cansaço físico, a solidão e o próprio processo natural da vida. Afinal, envelhecer é inevitável.
Mas o que quero trazer para a reflexão é: podemos ser destruídos, mas não derrotados.
E por que pensar assim? Porque acredito que a verdadeira vitória está no próprio crescimento pessoal.
O pescador Santiago, mesmo retornando apenas com a carcaça do peixe, não perdeu sua honra!
Diante das grandes dificuldades que temos enfrentado ao longo de todos esses anos no Japão, devemos, sim, nos orgulhar da nossa trajetória!
Podemos ter a sensação de vitória quando oferecemos o nosso melhor, lutamos e não perdemos nossa dignidade e honra. O sucesso talvez não esteja no acúmulo de bens materiais ou no reconhecimento.
Nós, da NPO SABJA, acreditamos profundamente no potencial da nossa comunidade no Japão. É por isso que estamos aqui: para continuar nossa luta com resiliência, honra e dignidade.
Afinal, como escreveu Hemingway: “Um homem pode ser destruído, mas não derrotado”.
É assim que seguimos fortes em nossos propósitos.
Caso queiram conversar, estamos à disposição de todos.











