Novas tarifas de imigração, exigências para residência permanente e possíveis restrições à entrada de estrangeiros marcam a agenda do governo japonês.
Da Redação
O Japão iniciou outubro com uma das mudanças mais significativas dos últimos anos em sua política migratória.
Desde o dia 1º, as taxas para renovação e alteração do status de residência passaram de ¥6.000 para valores que chegam a ¥75.000, dependendo do período de permanência concedido. Já a autorização de residência permanente ficou vinte vezes mais cara, passando de ¥10.000 para ¥200.000. Os pedidos apresentados até 30 de setembro continuam sujeitos às tarifas antigas, mesmo quando aprovados posteriormente.
A proximidade do reajuste provocou uma corrida aos escritórios de imigração, com esperas superiores a sete horas em Tóquio. Paralelamente, o governo tornou mais rigorosos os critérios para obtenção da residência permanente, incluindo renda, contribuições previdenciárias e conhecimento da língua japonesa. Parte das novas exigências já está em vigor, enquanto outras serão aplicadas a partir de abril de 2027.
O endurecimento ocorre justamente quando a presença estrangeira atinge níveis históricos. Dados divulgados em 16 de outubro pela Agência de Serviços de Imigração mostram que o país alcançou 4.281.026 residentes estrangeiros, equivalentes a 3,48% da população, um crescimento de 3,8% em apenas seis meses. Ao mesmo tempo, o número de pessoas em situação de permanência irregular caiu 4,8%, para pouco mais de 65 mil.
Até dezembro, a expectativa é de intensificação das discussões sobre os efeitos financeiros das novas tarifas e a adaptação dos estrangeiros às exigências de permanência. Para famílias com vários integrantes, os reajustes poderão representar despesas consideráveis, especialmente quando houver necessidade de renovar diferentes autorizações de residência.











