Cozinha sem cebola? Impossível de imaginar! Ed. 625

Soupe à l’oignon, esta é a receita da Chef Mizinha para esta edição 625.

Cebola, não é só lágrimas. Você consegue imaginar uma cozinha sem cebolas? Eu não. Fico irritada se não tiver; é o mesmo que não ter nada. O mundo não viveria sem cebolas. Ela é a hortaliça mais consumida no mundo e também a mais antiga, com pelo menos uns 5.000 anos. Apesar de fazer muita gente chorar, e até nisso é boa, como meu pai dizia: “Chorar faz bem para os olhos, limpa e ilumina”. Os benefícios dela compensam cada gotinha de lágrima.

Comer cebola é sadio e saboroso. Podemos conseguir muitos sabores dela, do ardido ao doce, sem muitos outros temperos; apenas ela, ou só com sal, já se tem muito sabor. E faz muito bem para a saúde: para o coração, no controle do açúcar no sangue, nos músculos, ossos e na pele; ajuda no emagrecimento, no controle hormonal e tem uma série de vitaminas — uma lista enorme de coisas boas! Ela também aquece o corpo no inverno, porque atua na circulação sanguínea. Em São Paulo, tem a famosa sopa de cebola; inclusive, eu já dei essa receita nesta coluna, que é servida nas madrugadas frias para aquecer o corpo gelado. Na França, a clássica sopa de cebola, a Soupe à l’oignon, também é um prato das madrugadas.

Ambas nasceram nas casas pobres, com poucos ingredientes, mas com muito capricho, e acabaram conquistando o mundo. O interessante é que nelas, praticamente, vão os mesmos ingredientes, porém os sabores são diferentes; aí se vê a versatilidade da cebola. Hoje vou dar uma sopa clássica, porém com um toque mais sofisticado, coisa de restaurante francês. Desfrutem desta delícia neste inverno.

Soupe à l’oignon

700 g de cebola
2 colheres de sopa de azeite extravirgem
40 g de manteiga sem sal
25 g de farinha de trigo
3 dentes de alho
1 folha de louro
1 raminho de tomilho
1 raminho de alecrim
1 pitada de noz-moscada
1 pitada de pimenta-do-reino branca
Sal a gosto
30 ml de conhaque (opcional)
100 ml de vinho branco (opcional)
1 L de caldo de carne, de galinha ou água
8 fatias de pão tipo baguete
150 g de queijo Gruyère ou Emmental ralado

Preparo

Corte as cebolas em fatias bem fininhas e dois dentes de alho bem fininhos.
Corte um dente de alho ao meio e reserve.

Coloque, numa panela funda, a manteiga, o azeite e o alho fatiado. Leve ao fogo médio para baixo e deixe dourar. Adicione a cebola e abaixe o fogo; vá mexendo de vez em quando até que a cebola fique bem caramelizada. Vai levar uns 60 minutos, mais ou menos. Faça devagar e mexendo para não queimar.

Quando a cebola estiver bem dourada, adicione o conhaque e continue mexendo para extrair todo o sabor. Cozinhe até que o álcool evapore, o que leva de 2 a 3 minutos.

Polvilhe a farinha, mexa bem e cozinhe por um ou dois minutos. Adicione o vinho e deixe no fogo, mexendo, até que o álcool evapore, por 2 a 3 minutos. Acrescente as ervas, mexa bem, adicione o caldo e tempere com sal, pimenta e noz-moscada.

Deixe cozinhar por uns 30 a 40 minutos, em fogo baixo.

Enquanto isso, sele as fatias de pão: coloque no forno a 180 graus por alguns minutos. Elas devem ficar mais secas, mas não torradas.
Retire do forno e esfregue o alho cortado. Reserve.

Quando a sopa encorpar, prove o sal e os temperos.

Coloque em sopeiras refratárias, disponha as fatias de pão e, sobre o pão, o queijo ralado.

Leve ao forno preaquecido para gratinar.

Sirva bem quente.

Dica
Esta sopa pode ser congelada por 3 meses. Para tirar um pouco do ardor da cebola, descasque-a e coloque-a em uma vasilha com água fria por 1 hora; ou descasque, coloque em um saco plástico e deixe na geladeira por uma noite.

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