Bebês-boneca superrealistas encantam… e assustam. Ed. 621.

BEBÊ REBORN E O HUMANO-ARTIFICIAL | CAPA ED. 621 BEBÊ REBORN E O HUMANO-ARTIFICIAL | CAPA ED. 621

Por Alesse Nunes, Editor.

As redes sociais foram inundadas com postagens debochando de pessoas com bonecas-bebê realistas. Dois fatos chamam a atenção: por que tanta gente compra e se apega a essas bonecas? E por que os bebês de plástico geram tanta atração? Para a primeira pergunta, especialistas ensinam que os laços humanos importam e mesmo artificiais essas relações refletem a busca do contato numa sociedade que isola. Sobre a segunda parte, o realismo impressiona e essas bonecas geram espanto tamanha a realidade. Nesta reportagem, entenda a origem, os encantos e os perigos dessa prática que vem crescendo entre os brasileiros e no mundo também.    

Bebês que não existem — ou quase
Os “reborns” estão provocando uma tempestade moral, legislativa e cultural

Em Aichi, a brasileira M. Saito tem uma boneca realista e já a considera uma “filha”. Ela explica: “É tão realista que dá até uma sensação estranha… a gente se apega à boneca.” A Sra. Saito não está sozinha, uma reportagem do jornal britânico The Guardian chama a atenção para um fenômeno curioso que revela tensões muito reais sobre gênero, política, cultura digital e saúde pública. São os bonecos hiper-realistas conhecidos como “reborn dolls” ou simplesmente bebês reborn. São bonecos que imitam com detalhes impressionantes bebês humanos e que estão no centro de um “rebuliço” nacional.

Segundo a matéria, cerca de 30 projetos de lei relacionados a esses bonecos já foram apresentados em diversas esferas de governo no Brasil. As propostas vão desde proibir que as bonecas recebam atendimento em hospitais públicos até impedir que colecionadoras reivindiquem filas de prioridade em serviços públicos com base nelas. 

Há vídeos virais nas redes sociais — de pessoas “dando banho” nas bonecas, “colocando-as pra dormir”, empurrando-as em carrinhos — e o comentário crítico ou zombeteiro não tardou.  Um dos episódios mais emblemáticos ocorreu em 6 de junho, quando um homem bateu na cabeça de um bebê de quatro meses, alegando que o confundira com um desses bonecos. 

Você achou a matéria útil?

Clique abaixo para dar o seu voto!

Média de pontuação 0 / 5. Votos 0

Nenhum voto até agora, seja o primeiro!

Envie o seu comentário para a redação

Os seus dados não serão divulgados.

Matérias relacionadas