Admiração mútua, amizade eterna
Por Alesse Nunes
As pessoas do Japão e do Brasil têm tudo para não manter uma boa convivência: o estilo cultural, a língua falada, os modos e as formas de abordar e resolver a vida diária. Mas quis a história que, em 5 de novembro de 1895, um tratado fosse assinado, e ali começava uma história de amizade. Duas guerras mundiais depois, e cento e trinta anos de idas e vindas fizeram Brasil e Japão compartilharem histórias comoventes de dificuldades e superação. Mais que isso: respeito mútuo. Afinal, só existe amizade onde, apesar das diferenças, há admiração. Nesta reportagem, reconstruímos a imagem de como deve ter sido a assinatura do tratado e também entrevistamos várias pessoas que transitam na imensa diversidade que se tornou a relação Brasil-Japão.
Duas assinaturas que mudaram a história
5 de novembro de 1895 foi o primeiro dia de uma longa amizade
Na manhã de 5 de novembro de 1895, na capital francesa, a cidade de Paris acordava em seu habitual final de outono: ruas ainda vivas com o trânsito de carruagens, o eco das rodas sobre paralelepípedos e o anúncio metálico dos bondes que corriam entre avenidas.
A tonalidade do céu, tingida por um cinza-azulado suave, dava indício de um clima mais ameno — segundo registros históricos da cidade, no dia 5 de novembro de 1895 a máxima girou em torno de 21 °C, com mínima próxima aos 10 °C, e sem precipitação registrada.
A cena da assinatura
O ministro plenipotenciário japonês, Arasuke Sone, e o brasileiro, Gabriel de Toledo Piza e Almeida, encontraram-se para firmar o documento que inaugurou uma era de amizade, comércio e navegação entre os dois países. Eles vinham munidos de plenos poderes de seus respectivos governos.
Sone-san, elegantemente trajado com um bom terno de corte ocidental — comum aos diplomatas japoneses da era Meiji que atuavam no exterior — ajustou sua gravata diante da janela que conferia vista para uma rua parisiense carente de árvores densas, mas com aquela luz de fim de tarde que atenua as sombras. Piza e Almeida, talvez descansando sobre a cadeira de costas altas, revisou os últimos parágrafos do texto, prestando atenção especial ao “Comércio e Navegação”, que tanto importava para o Brasil em fase de expansão cafeeira.
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