Pomodoros…Tomates. Ed. 620

CULINÁRIA | ALTERNATIVA ED. 620

Chef Mizinha nos conta sobre o sabor e história do tomate e nos brinca com uma receita deliciosa.

Hoje, um belo molho all’Arrabbiata, vermelho e picante!

Agora, nos supermercados, temos tomates amarelos e, para muita gente, isso parece uma novidade. Já vi pessoas na internet criticando e dizendo que é uma modificação perigosa. Só rindo mesmo!

Na verdade, o tomate era amarelo na Antiguidade. A versão vermelha que conhecemos hoje foi uma modificação feita na África. Fico imaginando como os agricultores eram bons para mudar a cor com tanto sucesso. Os primeiros frutos levados à Europa eram amarelos, cor de ouro. Sim, tomate é fruto. Na Itália, lhe deram o nome de Pomodoro, que na tradução literal significa Maçã Dourada, pois o formato arredondado era muito parecido ao da maçã e a cor, um amarelo dourado. O tomate entrou com tudo na mesa dos europeus, em especial na Itália, que o transformou em molhos e os colocou sobre o macarrão vindo da China e no prato feito de pão plano, desprezado pelos ricos e que hoje é a queridinha pizza, amada em todo o mundo.

O mais interessante é saber qual a origem do tomate. Os primeiros tomateiros nasceram nos Andes, no Peru, o mesmo lugar de origem das batatas. Dois alimentos que o mundo adora: batata e tomate. Onde não se comem batatas e tomates?

Acho que o povo daquela época jamais imaginaria a dupla batata com ketchup ou aquela delícia de purê de batatas com molho de tomate. Tudo isso só foi possível com a viagem que a gastronomia deu mundo afora, vários cozinheiros, as necessidades e costumes de cada lugar, e as formas e preparos que foram aparecendo.

Estudar gastronomia é essa viagem gostosa em todos os sentidos. Hoje vamos fazer um belo molho all’Arrabbiata, vermelho e picante!


“Na verdade, o tomate era amarelo na Antiguidade. A versão vermelha foi uma modificação feita na África.”



Spaghetti All’arrabbiata di Mare

Ingredientes

  • 400 g de espaguete
  • 5 litros de água (para o espaguete)
  • 2 latas de tomate pelati
  • 4 dentes de alho
  • 1 cebola pequena
  • 2 a 3 pimentas vermelhas frescas (dedo-de-moça, pecorino)
  • 3 a 4 colheres de sopa de azeite extra-virgem
  • Pimenta-do-reino branca
  • Sal a gosto
  • 1 folha de louro
  • 250 g de camarões grandes com casca
  • 100 g de vieiras
  • ½ copo de salsinha picada
  • 700 ml de água fria
  • 1 colher de sopa de manteiga sem sal


Preparo

Limpe os camarões, retire vísceras e a casca, e reserve as cascas.
Retire as vísceras e limpe as vieiras.
Numa panela, coloque uma colher de azeite e deixe aquecer. Acrescente as cascas dos camarões, mexa e deixe fritar até ficarem bem vermelhas, soltando o sabor na panela. Adicione os 700 ml de água fria e deixe ferver até reduzir à metade. Coe e reserve esse caldo.
Pique o alho e a cebola bem picadinhos, reserve separados.
Na panela onde vai preparar o molho, coloque 2 colheres de sopa de azeite e salteie os camarões e as vieiras. Tempere com um pouco de sal e pimenta branca. Não precisa cozinhar bem, apenas selar. Retire e reserve.
Adicione um pouco mais de azeite e coloque o alho. Deixe dourar, acrescente a cebola e deixe dourar também.
Adicione o tomate pelati, o caldo das cascas de camarão e a folha de louro.
Deixe levantar fervura e cozinhe por 4 a 5 minutos sem tempero. Retire toda a espuma que se formar sobre o molho. Pique bem a pimenta vermelha fresca e adicione ao molho. Se quiser bem picante, mantenha as sementes; se quiser menos picante, retire-as. Tempere com sal e deixe apurar por uns 8 minutos em fogo médio, sempre retirando a espuma do molho.
Adicione os camarões e as vieiras, prove o tempero e cozinhe por mais um ou dois minutos.
Desligue o fogo, acrescente a manteiga e mexa.
Cozinhe o espaguete conforme as instruções da embalagem em água fervente com sal.
Quando estiver cozido, escorra, sirva com o molho sobre a massa e salpique salsinha.


Dica
Se fizer este molho com antecedência, mantenha os camarões e as vieiras fora dele. Na hora de servir, aqueça bem o molho primeiro e só depois coloque os camarões e as vieiras, deixando no fogo por um a dois minutos. Assim, eles não ficarão borrachudos, com jeito de requentados. Este prato não se serve com queijo ralado.

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