“Superar é o meu palco!” Ed. 619

Reportagem especial com dez produtores de conteúdo digital no Japão. Edição 619 da Revista Alternativa.

Abaixo, apresentamos Camila Marui Rejane, criadora da CAMILAPIPOKA, página na qual compartilha conteúdos sobra sua vida no Japão, além de encorajamento e bom humor. Nem a doença nem os desafios conseguem parar Camila de repartir com as pessoas sua vontade de viver. Confira a entrevista na íntegra:

Camila, como você começou a produzir conteúdo para redes sociais?
Sempre sonhei em ser modelo e sempre estive nesse meio. Meu pai é músico, cantor e compositor. Primeiro, eu dançava e gostava dos palcos; eu tinha uma dupla com uma amiga e me apresentava no samba. Fiz teatro. Em uma aula de modelo, aprendi fotografia, dança etc. Aí veio o diagnóstico de vitiligo. Foi devastador: uma doença de pele e eu querendo ser modelo; eu tinha muita vergonha e desisti. Recuei por medo. Cheguei a participar do Miss Nikkei em 2006 e, em 2011, ganhei um concurso de Miss. Daí veio o YouTube, e eu decidi expor minha dor. Comecei a contar minha vida e ajudei muitas pessoas que também tinham o problema. Deu muito certo!

Vai além de números e engajamento?
Por fazer com humor e usar a comédia, comecei a levar muita alegria para as pessoas; produzir conteúdo era como uma terapia, e eu produzia sem pensar em números; foi tão natural. Minha alegria é levar felicidade para as pessoas aqui do Japão por meio do humor e da minha sinceridade. Meu estilo de gravar mostra que vejo a vida de um jeito leve.

É uma responsabilidade produzir conteúdos, então?
Sim, muitas crianças e adolescentes me assistem; cheguei a mudar minha linguagem por causa disso. Tomo todo cuidado, pesquiso muito antes, pois sei que o conteúdo causa impacto. Quando falo que um produto é bom, vejo que as pessoas compram e postam; por isso, tenho muita responsabilidade com isso. Fui, em 2019, numa viagem triste, pois meu avô faleceu. O que me salvou foi minha família e meus seguidores. Eu não tinha dimensão de como era vista. O encontro ao vivo lá no Brasil foi incrível! Me chocou! Percebi o impacto em Suzano. Depois, na Liberdade, muita gente apareceu — foi impactante. Muita gente! Depois, em Santos, foi muito intenso: pessoas com cartazes, pessoas felizes e simples. Ali eu entendi que esse é o caminho que tenho de seguir.

E os haters, como você lida com isso?
Editar vídeos exige muito tempo. Faço tudo sozinha, então “é puxado”. Estou há mais de uma década na internet, então não me importo se me julgam. Quem entra na internet tem de estar preparado para isso. Mas, hoje, sou tranquila com isso; as pessoas não sabem sobre a maioria das coisas da minha vida. Só tenho que olhar para quem me ama, curte meus conteúdos; aos haters, não perco meu tempo com eles.

Como você vê seu futuro?
Sonho em ingressar em teatro, cinema e séries; quero uma oportunidade para atuar. Eu amo a arte da interpretação e, quem sabe, faço um dia uma série no YouTube ou algo assim.

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1 Comment
  1. Fagner 3 meses ago

    Gostei da matéria com a Camila, uma dúvida, existe a revista física para comprar, se sim onde eu vejo para comprar?
    Obrigado!

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