A memória da história dos brasileiros no Japão vai continuar viva por muito tempo. Essa é a decisão dos organizadores da exposição “Memória Viva: Brasileiros no Japão”, inaugurada em 16 de junho, na Embaixada do Brasil em Tóquio, diante de autoridades, especialistas, organizadores, jornalistas, convidados e público em geral.
O encontro marcou o início de um projeto de preservação histórica que pretende revisitar a trajetória da comunidade brasileira no Japão a partir de uma perspectiva essencial: a memória construída, registrada e difundida pela própria comunidade.
35 PAINEIS
A mostra reúne 35 painéis que contam a imigração brasileira no Japão pela ótica da mídia brasileira no país, com jornais, revistas, fotografias, documentos e registros que atravessam mais de três décadas de vida, trabalho, desafios, conquistas, crises e reconstruções.
Em sua saudação, Miguel Kamiunten, representante da Nihon Kaigai Kyokai, do Movimento Brasileiros Emigrados e da Restart Community, destacou justamente essa transformação histórica. Segundo ele, a população brasileira no Japão ultrapassou 310 mil pessoas em 2007, atingindo seu pico histórico. Depois, houve redução em decorrência da crise financeira mundial de 2008 e, mais tarde, do Grande Terremoto do Leste do Japão e do acidente nuclear de Fukushima, em 2011. Desde a segunda metade da década de 2010, porém, a comunidade voltou a apresentar estabilidade. Atualmente, cerca de 210 mil brasileiros vivem no Japão, e a comunidade brasileira deixou de ser predominantemente temporária para tornar-se uma comunidade mais enraizada e permanente.
Ao colocar lado a lado documentos, imagens, reportagens e relatos, “Memória Viva” mostra que a história dos brasileiros no Japão não cabe em uma única narrativa. Ela é feita de muitas vozes, muitas regiões, muitas profissões, muitas dores e muitas vitórias.
A exposição ao público acontece de 17 a 23 de junho, das 9h30 às 16h30. A primeira edição é realizada na Embaixada do Brasil em Tóquio, com organização da Nihon Kaigai Kyokai, do Movimento Brasileiros Emigrados e da Restart Community, e apoio da Embaixada do Brasil em Tóquio, da Sociedade Brasileira de Cultura Japonesa e de Assistência Social, Bunkyo de São Paulo, e da Associação Central Nipo-Brasileira. Depois, segue para outros ambientes e instituições.