Artigo exclusivo de Aline Fraga.
Modinha ou nova geração da saúde? Descubra até que ponto ser magra influencia no seu posicionamento e imagem pessoal
Até meados de 2025, a moda — ou o luxo — era a vida wellness (o luxo de ser fitness), que ganhou ainda mais força com o uso excessivo de canetas emagrecedoras (Mounjaro, Ozempic) para acelerar o processo de emagrecimento ou “derreter” algumas gordurinhas indesejadas, mesmo em pessoas que já eram magras. Esse movimento acabou acendendo um alerta importante para a moda e a imagem pessoal.
Se, há alguns anos, você fosse vista na rua ou em casa usando roupa de academia (calça legging e camiseta regata), mesmo sem ter treinado, poderiam dizer que você era desleixada. Hoje em dia, as pessoas vão ao mercado, ao shopping e a restaurantes vestidas dessa forma, como se nada fosse tão importante quanto o próprio corpo e o bem-estar. O problema é que essa preocupação com o corpo nem sempre está ligada apenas à saúde, mas sim à busca por um corpo impecavelmente magro, moldado para caber perfeitamente nas roupas de academia. É como se a mensagem fosse: “este é o investimento no meu corpo!”. Porque treinar na academia ou em casa já não parece suficiente para manter a forma dentro dos padrões atuais.
EQUILÍBRIO
O que gosto de orientar, sempre, aos meus seguidores e clientes é que você precisa buscar equilíbrio entre o que é moda (movimento passageiro), essência (o que realmente importa para a sua existência) e bem-estar (saúde física, mental e emocional). Nem todo movimento precisa ser seguido. Você é livre para fazer suas escolhas, mas tenha consciência de que tudo pode ter ônus e bônus. Saiba enxergar os sinais.
RISCOS E DESAFIOS DAS CANETAS EMAGRECEDORAS
Apesar de serem medicamentos desenvolvidos para tratar condições específicas, como diabetes tipo 2 e obesidade sob indicação médica, as canetas emagrecedoras passaram a ser usadas de forma indiscriminada como recurso estético. O uso sem acompanhamento profissional pode trazer efeitos colaterais importantes, como náuseas intensas, alterações gastrointestinais, perda excessiva de massa muscular, desequilíbrios hormonais e impacto na saúde mental, incluindo ansiedade e distorção da imagem corporal. Além disso, existe o risco de banalizar o emagrecimento rápido como solução mágica, reforçando padrões irreais de corpo e afastando as pessoas de hábitos sustentáveis, como alimentação equilibrada, atividade física e autocuidado contínuo. O desafio está em diferenciar tratamento de moda e saúde de aparência.
Agora quero saber de você: usaria essas canetas emagrecedoras como um item da moda? Me conta e até a próxima edição!